Em campanha pela presidência da Câmara, o deputado Marco Maia (PT-RS) lançou um site para mostrar suas propostas para o cargo. Maia, que nas últimas semanas viajou por vários Estados para conseguir apoio à sua candidatura, promete dialogar com as legendas para chegar a acordos e “estreitar a relação interpessoal” entre a Câmara e a Presidência.

Maia e o PT trabalham para que a candidatura dele seja única. No sábado (15), o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) desistiu de concorrer ao cargo para apoiar o petista. Na semana passada, o deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) também retirou sua candidatura.

Com as desistências, sobra como concorrente de Maia apenas outro aliado, o líder do PR, Sandro Mabel (GO).

As negociações entre o PT e outros aliados, porém, tendem a levar à candidatura única de Maia, que já tem até o apoio de PSDB e DEM, principais partidos da oposição.

A própria bancada do PR deve jantar com Maia na próxima terça-feira (18). Se o apoio for confirmado, Mabel teria de concorrer isolado, contra o próprio partido, presidido pelo ex-deputado Valdemar da Costa Neto, à frente das conversas.

Cargos

O afunilamento para a candidatura única de Maia ocorre sob protestos de alguns aliados, como o próprio Rebelo, que criticam a falta de debate para a escolha do novo comandante da Câmara. Outra reclamação refere-se à relação do Executivo com as bancadas desses aliados menores, que reclamam por mais cargos na administração federal.

Com as nomeações suspensas por ordem da própria presidente Dilma Rousseff, o PT tem negociado cargos na própria Câmara para acomodar os insatisfeitos. Se Maia for eleito presidente, a 1ª vice-presidência deverá ficar com o PMDB, que tem a segunda maior bancada. Em seguida, na hierarquia da Mesa, virá o PP, ocupando a 2ª vice-presidência, a ser preenchida por Dudu da Fonte (PE).

O PSDB deverá ser beneficiado com a 1ª secretaria, que administra gastos e investimentos da Casa. O nome mais cotado é o do deputado Eduardo Gomes (TO). Abaixo, a 2ª secretaria deverá ficar com o PR; a 3ª secretaria com o DEM; por último, o próprio PSB deverá ficar com o último cargo na hierarquia da Mesa, a 4ª secretaria, que administra os gastos com moradia dos deputados.