Uma corte estatal de segurança do Egito sentenciou um muçulmano à morte por matar seis cristãos da Igreja Ortodoxa Copta egípcia e um policial muçulmano em um tiroteio na véspera do Natal, numa igreja em Nagaa Hamadi, no Alto Egito, em janeiro de 2010.

Mohamed Ahmed Hussein, 39 anos, conhecido como Hamam Kamouni, foi acusado pelo "assassinato premeditado" dos cristãos e do policial e por "intimidar cidadãos". O juiz afirmou que a sentença de Hussein será enviada ao grande mufti para confirmação, em referência à maior autoridade religiosa egípcia, que é chamada para confirmar sentenças de morte.

As sentenças dos dois cúmplices de Hussein, Kurashi Abu Haggag e Hindawi Muhammed Sayyid, que foram acusados de ajudá-lo no assassinato e de porte de armas, serão anunciadas em 20 de fevereiro.

Os cristãos correspondem a aproximadamente 10% da população majoritariamente muçulmana do Egito, que tem 80 milhões de habitantes. A violência sectária é rara, mas disputas sobre direitos à terra ou relacionamentos pessoais às vezes aparecem.

Na semana passada, um policial muçulmano foi acusado de matar a tiros um cristão em um trem da cidade de Samalut, no Sul de Egito, e será julgado por assassinato premeditado.

Uma bomba que explodiu no Ano-Novo do lado de fora de uma igreja na cidade portuária de Alexandria matou 23 pessoas e feriu dezenas, no que especialistas acreditam ter sido o pior ataque a cristãos na história recente do Egito. A explosão causou protestos por parte de cristãos e muçulmanos.