O UBS Pactual e seus dirigentes fecharam um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para o pagamento de R$ 50 mil à autarquia, além de mais R$ 173,5 mil à Fundação Sistel de Seguridade Social, a título de taxa de administração. A UBS Pactual Asset Management Equity e Patrick James O´Grady, na qualidade de diretor, foram acusados pela CVM por falta de diligência na administração da carteira de ativos do Fundo de Investimento em Ações Kollie, de outubro de 2002 a outubro de 2003.
De acordo com a autarquia, eles não exerceram a função "na prática", limitando seu trabalho a "verificar o enquadramento operacional do referido fundo, sem acompanhar o processamento das ordens emitidas em nome do fundo", de acordo com o texto do termo de compromisso firmado. Com isso, o fundo acabou tendo prejuízos sistemáticos. A distribuidora de valores do UBS e seu diretor, Marcelo Kalim, também foram acusados de falta de diligência no caso do fundo, além de terem faltado com diligência, segundo a CVM, na administração de recursos de terceiros.
Eles eram os responsáveis pela administração do fundo e permitiram que tivesse perdas com ajustes diários, em operações no mercado futuro da então Bolsa de Mercadorias &Futuros (BM&F), hoje BM&F Bovespa.
Segundo o comunicado da CVM, fundos de investimento exclusivos da Sistel acumularam perdas com o pagamento de ajustes diários no período, enquanto um grupo de clientes de diversas corretoras auferiu lucros recorrentes, com operações diárias ("day trades") com os mesmos contratos e séries negociados pelos fundos. "Para tanto, foi levado a efeito um esquema no âmbito das corretoras de maneira a direcionar os resultados das operações em benefício de grupo de clientes que estavam em conluio com os operadores de mesa ou pessoas ligadas aos intermediários", explicou a CVM.
A Fair Corretora de Câmbio e seu diretor, então responsável pelos negócios, Francisco Augusto Tertuliano, foram acusados de permitir e viabilizar o esquema. Eles se comprometeram a pagar a quantia de R$ 50 mil, cada um, à CVM, dentro de no máximo 15 dias a partir da publicação do Termo de Compromisso. Ricardo Marques de Paiva foi acusado, na qualidade de diretor da Bônus-Banval Corretora, intermediária responsável por negócios cursados na BM&F, em nome dos fundos exclusivos FIA Kollie e Krill FIA e de comitentes, de ter participado das práticas não equitativas apuradas. Para encerrar o processo, ele se comprometeu a pagar à autarquia o valor de R$ 30 mil.