Dez ministros do movimento islâmico Hezbollah e seus aliados políticos anunciaram nesta quarta-feira (12) sua renúncia no Líbano.

Eles pediram ao presidente Michel Suleiman que forme um novo governo.

Eram necessárias 11 renúncias para derrubar o governo do premiê Saal al-Hariri. Mas ainda não estava claro se mais um ministro, Adnan Sayyed Hussein, iria renunciar.

Políticos libaneses disseram na terça-feira que a Síria e a Arábia Saudita foram incapazes de forjar um acordo político a respeito do tribunal da ONU que deve julgar os suspeitos pelo assassinato do ex-premiê Rafik al-Hariri, pai do atual primeiro-ministro. O crime ocorreu em 2005.

Discordâncias sobre a investigação paralisaram o governo de coalizão e retomaram temores de um conflito sectário no país.

Membros do Hezbollah devem ser indiciados pela morte de Rafik al-Hariri, mas o grupo xiita nega qualquer envolvimento e diz que o tribunal da ONU é um 'projeto israelense'.

Saad al-Hariri, no entanto, resiste à pressão para rejeitar as conclusões do tribunal.

O ministro cristão Gebran Bassil, aliado do Hezbollah, disse que Hariri rejeitou as exigências de convocar uma sessão de emergência do gabinete para discutir a hipótese, pleiteada pelo Hezbollah, de que o Líbano pare de cooperar com o tribunal especial.

'O período de graça terminou, e o estágio de espera que vivemos sem resultado terminou', disse ele à Reuters.