A presidente Dilma Rousseff determinou a realização de uma reunião, na semana que vem, com os secretários de Saúde dos 16 Estados com risco de epidemia de dengue, segundo critério do Ministério da Saúde.

Dilma participou na manhã desta terça-feira, no Palácio do Planalto, de parte da primeira reunião de um grupo executivo interministerial de ações de combate à dengue. O objetivo do grupo, que será formado por representantes indicados pelas pastas envolvidas, é discutir medidas intersetoriais dentro do governo.

A presidente também determinou a realização de 'constantes videoconferências' com esses Estados e mesmo com outros que apresentam, hoje, risco mais baixo de transmissão da doença.

O plano, inclusive a relação dos 16 Estados considerados de alto risco, será detalhado hoje à tarde, em entrevista coletiva, pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde). Segundo o ministro, foi feita uma reavaliação da estratificação de risco no país, chegando aos 16 Estados. Até o ano passado, eram 10 os Estados nessa situação.

PAC

Após a reunião realizada no Palácio do Planalto, com a participação de sete ministros, Padilha adiantou parte das ações que serão executadas por outros ministérios. No caso do Ministério das Cidades, por exemplo, os índices de contaminação e mortalidade passarão a ser um dos critérios para aprovação de projetos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) apresentados por Estados e municípios.

Padilha também anunciou que o Ministério da Saúde passará a adotar um sistema de informação com atualização semanal de dados sobre casos de dengue nos mais de 150 municípios considerados de alto risco para a transmissão da doença. Nos casos de morte, as atualizações serão diárias nessas cidades. Hoje, as atualizações são mensais.

Outra área envolvida no esforço interministerial é o Ministério da Defesa, que deixará de prontidão recrutas e militares da área médica para atuar no combate aos focos de mosquito da dengue e para atuação, se necessário, em atendimentos médicos.

O ministro afirmou que pretende fazer reuniões setoriais, com empresas, bancos e até clubes de futebol para discutir ações de prevenção e combate à proliferação da doença. A primeira das reuniões deverá ser com representantes de fabricantes de pneus, de acordo com Alexandre Padilha.