Em entrevista ao jornalista Plinio Lins no projeto Conversa de Botequim, na noite de ontem, o deputado federal eleito Rui Palmeira admitiu pela primeira vez publicamente que é uma peça no jogo da sucessão municipal em 2012.

“Antes de minha votação ninguém falaria em mim na eleição para prefeito, agora sei que participo deste processo, mas não posso ficar em Brasília com a cabeça pensando em 2012, tenho que fazer o melhor mandato possível. A candidatura a proporcional não pode ser um desejo particular, mas o trabalho de um grupo, mas se isto acontecer estarei pronto”, explicou ele.

Rui foi muito duro ao falar da Assembleia Legislativa nesta legislatura e se disse aliviado por poder sair do Poder Legislativo Estadual. Ele disse que não foi deputado para fazer amigos, mas que hoje é inevitável fazer um trabalho sério naquela casa

“Falta tudo na Assembleia, papel, impressora, luz, aqui não se tem telefone fixo, não tem copo para café, e ninguém sabe como se gasta o dinheiro do Duodécimo, apenas a Mesa Diretora”, explicou o deputado.

Falando sobre o duodécimo, o deputado federal eleito diz que a Mesa Diretora usa o funcionalismo, que “é sempre massacrado” como “bode expiatório” para pedir aumento do repasse, mas na verdade, acaba não implantando o Plano de Cargas que os funcionários merecem.

“A experiência na Assembleia para mim é traumática, é a primeira e última vez que sou deputado estadual, o ambiente é muito ruim, angustiante, eu fiz o que deveria ser feito, ninguém sabe para onde vai o dinheiro da Casa, isto é triste”, explicou.

Rui criticou ainda, a lentidão no julgamento do processo da Operação Taturana. Ele admitiu que foi intimidado durante o processo e que acha um absurdo que não tenha havido nenhuma punição.

“Pode ser até que exista algum inocente entre os mais de 11 indiciados, mas tem gente que movimentou R$ 15,20,25 milhões na sua conta pessoal, então ou este cidadão ganhou na mega-sena ou ele roubou, esta é uma prova cabal do crime”, finalizou Rui.