A visita do superintendente de Gestão e Participação Social da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Jorge Villas Boas a Arapiraca para solucionar o repasse financeiro referente a transferência de pacientes da Unidade de Emergência do Agreste ao Hospital Chama causou uma grande saia justa.
Há 20 dias os pacientes da Unidade de Emergência do Agreste não estavam sendo transferidos para o Chama, que é o hospital referência para receber os pacientes eletivos, que possuem indicação de cirurgia, entre outros, procedimentos médicos, a situação foi denunciada por médicos e vereadores do município.
A secretaria municipal de saúde explicou que o Estado não estava repassando o recurso, mas Jorge Villas Boas disse em entrevista as rádios que nos R$ 55 milhões que Arapiraca recebe da PPI está o montante de R$ 9 milhões referentes ao repasse ao Hospital Chama.
O problema é que sem este repasse não estava havendo a transferência e o que além de contribuir para a superlotação da Unidade de Emergência do Agreste também agravava o atendimento aos demais pacientes que chegavam ao hospital.
Jorge Villas Boas acabou sendo duro na resposta a secretária e afirmou:
“O que houve, de fato, foi uma inobservância desses valores, já que os R$ 9 milhões devem ser administrados pelo Estado e não o município porque os serviços ainda estão sob gestão e gerência do Estado”, destacou Villas Boas, ressaltando que por conta dessa irregularidade haverá a reprogramação da PPI de Alagoas, conforme publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira, 26.
“São transtornos causados pelo descumprimento da Gestora de Saúde de Arapiraca, que não observou a portaria nº 442 do Ministério da Saúde, de 13 de setembro 2010, que define os limites financeiros dos gastos com a assistência na média e alta complexidade” advertiu.
Ele finaliza, explicando que o Estado, por meio da Sesau, adotou medidas emergenciais, restabelecendo o atendimento nos dois hospitais para não comprometer o atendimento à população.
Na segunda-feira haverá a reunião Cosems (Conselho Estadual das Secretarias Municipais de Saúde) e a secretária de Arapiraca, Aurélia Fernandes deverá levar a versão do município para o imbróglio.
