A Polícia Federal (PF) em Santa Catarina enviou dez servidores voluntários para ajudar no combate ao crime organizado no Rio de Janeiro. O grupo, formado por um delegado e nove agentes, embarcou na noite desta sexta-feira para a capital fluminense e deve participar das ações nos próximos oito dias.
De acordo com informações do delegado da PF Ildo Rosa, os homens devem ser incorporados à instituição neste sábado. Neste primeiro dia, eles terão suas funções definidas para as ações de intervenção da polícia.
O pedido de ajuda partiu da PF no Rio de Janeiro, que solicitou dez servidores para colaborar com as ações da instituição na capital do Estado. A PF catarinense abriu as vagas aos agentes que quisessem se alistar voluntariamente.
Onda de violência
Desde o último domingo, dia 21, criminosos iniciaram uma onda de violência no Rio de Janeiro. Sentindo-se acuados com a presença das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPS) nos morros e favelas e descontentes com a transferência de presos para o Paraná, atacaram postos da Polícia Militar e veículos, colocando fogo em carros e ônibus no meio das ruas.
Na última quinta-feira, dia 25, uma operação da polícia com o auxílio de equipamentos da Marinha causou a fuga de centenas de traficantes da Vila Cruzeiro, no subúrbio da cidade. Os criminosos escaparam em direção ao Complexo do Alemão. A ação conjunta da polícia militar, civil e fuzileiros navais contou com 430 homens e resultou na ocupação da comunidade que agora está, segundo as autoridades, livre do tráfico.
Mesmo assim, a onda de ataques segue. Durante a madrugada desta sexta-feira, pelo menos três veículos foram incendiados. Agentes da Polícia Federal e o Exército se juntaram às equipes que combatem o crime organizado. O dia ainda foi marcado por tiroteios entre traficantes escondidos nos morros e a polícia.
Neste sábado, a Polícia Militar montou um posto móvel próximo ao Morro do Alemão, e revista quem entra e quem sai do local. O Batalhão de Operações Especiais apreendeu mais de US$ 30 mil dentro de uma mochila carregada por uma criança e sete suspeitos foram presos durante a manhã. Pelo menos 35 pessoas já morreram desde o início dos ataques.