O chanceler do Equador, Ricardo Patiño, disse nesta quinta-feira que seu Governo espera conseguir um acordo "amigável" com as empresas petrolíferas que deixarão o país após a recente renegociação dos contratos, que inclui a Petrobras.
Em declarações à imprensa antes de iniciar uma reunião de ministros de Exteriores da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), em Georgetown (Guiana), Patiño destacou que a maioria dos convênios petroleiros que o Equador tinha com as companhias privadas "foram negociados favoravelmente".
A Petrobras e outras três empresas de menor tamanho, a sul-coreana Canadá Grande, a americana EDC e a chinesa CNPC, não aceitaram, esta semana, os novos contratos oferecidos pelo Governo e sairão do país. De acordo com o novo modelo de contrato, o Estado é o dono de todo o petróleo bombeado pelas empresas privadas, que pagariam uma tarifa fixa por cada barril extraído, ficando com o lucro extra de qualquer alta no preço do petróleo.