Mal acabaram as eleições e os olhares começaram a se voltam para a disputa de cargos importantes nas casas legislativas de todo o País. Em Alagoas, o cenário não é diferente e os nomes mais cotados começam a ganhar força na disputa. Entre eles, o ex-deputado federal, Olavo Calheiros (PMDB), irmão do líder do mesmo partido no Senado, Renan Calheiros; o ex-prefeito de Piranhas, Inácio Loiola (PSDB), que representa um grupo político forte do Sertão; o agropecuarista e ex-deputado federal, Luiz Dantas (PMDB) e o recordista de votos nas eleições de 3 de outubro, Joãozinho Pereira (PSDB). O atual presidente, o também tucano, Fernando Toledo, é outro que já está se mobilizando para tentar a reeleição.
Paralelo às negociatas políticas, que envolvem trocas de cargos no primeiro escalão do Executivo, um grupo de servidores do Legislativo promoveu uma enquete informal, para saber a preferência dos funcionários. Afinal, a maioria pertence ao quadro efetivo e vem carregando aquele Poder nas costas há muitos anos.
O ex-presidente e deputado reeleito para o quinto mandato consecutivo, Antônio Albuquerque (PTdoB) aparece na liderança da enquete, distante dos demais concorrentes. Segundo um funcionário, que prefere não se identificar, para não sofrer retaliações futuras, pesa para essa preferência, além da experiência e do amplo conhecimento das leis e regimento interno, a conduta e atenção que Albuquerque sempre dedicou a cada servidor.
“O deputado Antonio Albuquerque sempre priorizou os funcionários, até mesmo em detrimento dos interesses dos próprios deputados”, alega. Ainda segundo o funcionário, nas ocasiões em que Albuquerque presidiu a Mesa Diretora, o Parlamento alagoano era digno de exemplo entre os demais. “Hoje, falta tudo. Falta água, café, papel higiênico. Muitas vezes, tivemos que trazer de casa, para servir aos próprios deputados. Telefones não funcionam, sem contar que o prédio está sempre sujo. É um descaso total, uma falta de consideração para com a gente, que trabalha para que as coisas funcionem dentro da normalidade”, lamenta.
O servidor lembra, também, que o deputado implantou, já no seu primeiro mandato, medidas moralizadoras, como o desconto dos deputados faltosos, por exemplo.
