O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) ficou em 0,86% em novembro, muito acima do 0,62% visto em outubro, de acordo com informações divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira. Alimentos e bebidas puxaram o resultado para cima.
O grupo alimentação e bebidas apontou alta de 2,11% neste mês, avançando em relação ao 1,70% do mês anterior. O quilo de carne foi o que mais pesou no bolso do brasileiro, com alta média de 6,10%.
Outros produtos alimentícios também tiveram alta, com destaque para o feijão carioca, que aumentou 10,83% no mês. No ano, alta acumulada é de 105,48%. Subiram ainda os preços do açúcar cristal e do refinado, do tomate, do feijão preto, da batata-inglesa e da farinha de trigo.
O preço dos combustíveis também ficou mais alto, com destaque para o avanço do etanol (2,22%), que acabou por afetar o preço da gasolina, que subiu 1,92%.
Ficaram mais altos neste mês os gastos com empregados domésticos, artigos de vestuário, aluguel residencial e condomínio. O grupo dos itens não alimentícios como um todo teve alta de 0,49% em novembro.
Por região, o maior aumento ficou com Salvador (1,45%), com destaque para a forte alta nos preços do etanol e da gasolina. Já o menor avanço foi o registrado em Porto Alegre.
O IPCA-15 é uma prévia do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, usado pelo Banco Central para controlar a meta de inflação) e abrange as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre um e 40 salários-mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos, e residentes nas áreas urbanas das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador