JERUSALÉM, 19 Nov 2010 (AFP) -O exército israelense "lamentou" nesta sexta-feira a publicação na internet de uma lista com dados de 200 militares apresentados como culpados por "crimes de guerra" durante a mortífera operação israelense na faixa de Gaza em 2008/2009.

"Após o exame por parte de responsáveis jurídicos parece que a publicação desta informação não representa nenhuma ameaça real para aqueles cujos nomes encontram-se na lista", afirmou uma fonte militar israelense.

"O exército israelense lamenta a publicação de informações pessoais sobre centenas de soldados e oficiais israelenses, que não se baseiam em nenhum fundamento", segundo um comunicado militar israelense.

Um portal na internet, aparentemente sediado na Grã-Bretanha, segundo o jornal israelense Haaretz, emite há alguns dias uma lista com cerca de 200 militares, que englobam desde o Chefe de Estado-Maior Gabi Ashkenazi, até simples soldados, intitulada "criminosos de guerra israelenses".

Publica o nome, foto, e em alguns casos data de nascimento, número da identidade, e inclusive o endereço pessoal de militares culpados, segundo o site, de "crimes de guerra" por atos cometidos durante a operação israelense de dezembro de 2008 a janeiro de 2009, que custou a vida de mais de 1.400 palestinos, a maioria civis, assim como de 13 israelenses, a maioria militares.

"As pessoas citadas aqui ocupavam postos de comando no momento do ataque e não atuaram unicamente em nome de um mecanismo mortífero de Estado, mas também incentivaram outras pessoas a fazer o mesmo", afirmam os autores desta divulgação.

Uma missão das Nações Unidas presidida pelo juiz sul-africano Richard Goldstone acusa, em um informe publicado em setembro de 2009, Israel e o movimento islamista Hamas de ter cometido diversos "crimes de guerra", inclusive "crimes contra a humanidade" durante esta operação.