Se antes o alvo da ajuda humanitária eram as vítimas do terremoto que devastou o Haiti em 12 de janeiro, agora quem agoniza no país são os contaminados pela epidemia de cólera. A doença já matou 1.100 pessoas, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira (17) pelo Ministério da Saúde local.

Um vídeo cedido com exclusividade ao R7 pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) mostra o atendimento no hospital de Choscal na favela Cité Soleil, em Porto Príncipe, onde se localiza o principal ponto de manifestação da doença.

Sem descanso, os integrantes do MSF já atenderam mais de 12 mil pessoas com sintomas da doença desde que a epidemia começou, em outubro passado. Apesar dos esforços, a organização não acredita que a propagação da bactéria será contida em curto prazo.

Dados do governo dão conta de que 18.382 pessoas já foram internadas no país desde que a epidemia começou, no mês passado.

Ao lado de mil funcionários haitianos, eles mantêm mais de mil leitos para internação em todo o país. O número é pequeno perto da previsão da ONU (Organização das Nações Unidas), que calcula que até 200 mil haitianos podem contrair a doença no país de 10 milhões de habitantes.

O vídeo do MSF, publicado abaixo, contém imagens fortes, que dão ideia do drama vivido pelos habitantes desse país, que é o mais pobre das Américas.