A maior representação da história e cultura da cidade de São Miguel dos Campos ganha cara nova. E a população da cidade pode conferir o resultado nesta quinta-feira, 18, a partir das 9h. O antigo Palacete da Baronesa, que hoje abriga a Casa de Cultura de São Miguel dos Campos foi tombado pelo patrimônio histórico estadual no dia 20 de outubro.

O antigo Palacete dos Barões de São Miguel comporta o Museu Histórico e Cultural Fernando Lopes, a Biblioteca Pública Municipal Guiomar Alcides de Castro, e o Espaço Douglas Apratto Tenório.

O secretário de Estado da Cultura, Osvaldo Viégas, destaca a importância da restauração do espaço para a comunidade local, como também para o Estado que recupera mais um patrimônio histórico alagoano.

“É importante o reconhecimento da própria comunidade ao patrimônio arquitetônico como bem cultural, principalmente, transformando este espaço para o uso diário da população, a exemplo da biblioteca pública ali instalada”, ressalta Viégas.

Foram restauradas 25 obras de artistas alagoanos que compõem o acervo do Museu Histórico e Cultural Fernando Lopes, sendo dez com restauração total pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult), através do Pró- Memória.

Entre as telas restauradas estão as dos artistas miguelenses, Fernando Lopes, Eduardo Xavier, Roberto Lopes, Jailton Silva e Vânia Sá, além das obras de diversos artistas alagoanos como, Everson Fonseca, José Paulino, Rosivaldo Lemos, Pierre Chalita, Gaspar Luiz, Tânia Pedrosa, José Joaquim, Lula Nogueira entre outros.

A diretora do Pró-Memória, arquiteta Adriana Guimarães, salienta a importância e a necessidade da criação de educação de preservação patrimonial. A equipe do Pró-Memória disponibilizou na exposição das obras breves legendas com uma foto de cada tela com o aspecto anterior ao restauro. “Isso ajudará ao público a perceber de forma mais prática o resultado do restauro e de sua importância”, destaca Guimarães.

Segundo André Vieira, diretor do Departamento Municipal de Cultura, o museu, em sua estrutura atual conta com um novo Espaço Douglas Apratto que além de conter publicações e objetos pessoais do historiador será uma sala multiuso com exposições temporárias de vários artistas alagoanos.

Atualmente o prédio pertence ao Estado, porém é administrado pela prefeitura desde 1998. Datado de 1822, o Palacete da Baronesa já serviu de residência da tradicional família do Barão Epaminondas da Rocha Vieira e sua esposa Antônia Leopoldina da Rocha Vieira. Ambos descendentes de o Visconde de Sinimbu e Ana Lins personagens importantes no contexto histórico alagoano.

O palacete também já foi a prefeitura municipal, Recebedoria do Estado, Tribunal do Júri e cadeia Pública. E desde 1984 é a Casa de Cultura montada pela comunidade com o objetivo de ter um espaço ligado às referências culturais locais.