São nove representantes, destes apenas três estão em Brasília desde a gestão passada, mas o perfil dos alagoanos que comporão a bancada federal do Estado na Câmara dos Deputados parece mais animador do que na outra legislatura.

O grande problema é que de 2006 a 2010 os deputados federais alagoanos, alguns por estarem em seu primeiro mandato e outros por não ter mesmo o perfil, não conseguiram destaque e transitaram na área identificada como o "baixo clero" da Câmara Federal.

A luta por projetos importantes foi substituída pela clara intenção de obter recursos para os municípios e os deputados federais sumiram do noticiário nacional, esta legislatura as coisas podem ser bem diferentes, veja uma análise dos representantes alagoanos e faça suas apostas sobre quem pode se destacar nesta legislatura.

Entre os três que permanecem na casa Givaldo Carimbão, do PSB, tem pretensões de ser candidato a prefeito de Maceió, mas enquanto isto deve ser importante como um dos interlocutores do governo Téo Vilela na Casa.

Carimbão faz parte da bancada da Igreja e deve usar a bandeira da recuperação dos dependentes químicos em seu mandato.

Já Joaquim Beltrão é alinhado politicamente com o senador Renan Calheiros e deverá concentrar seu mandato na obtenção de recursos para municípios de sua base política.

Mauricio Quintella tenta em seu segundo mandato fazer uma transição do baixo clero, onde se encontra a maioria dos deputados alagoanos, para o grupo de maior importância na casa.

O deputado se movimenta em busca de comissões importantes e promete encampar lutas importantes como a defesa do diploma obrigatório do jornalista e a federalização e duplicação da AL 101 Norte.

Entre os novos deputados os destaques prometem ser Rui Palmeira e Renan Filho.

O primeiro conhece os caminhos da Casa, onde trabalhou como assessor por um bom tempo, promete ser o maior interlocutor do governo Téo em Brasília e por isto mesmo deve participar de comissões importantes. Será o único deputado alagoano, pelo menos a principio, que fará parte da bancada de oposição.

Já Renan Filho chamará a atenção da mídia nacional por ser filho do senador Renan Calheiros e ele vem tentado se preparar para isto, desde que soube da vitória foi um dos deputados que mais se interessaram em saber o regimento da Casa e sabe que deverá lutar muito para ter brilho próprio.

Renan Filho assume os compromissos políticos do seu tio Olavo Calheiros para a obtenção de recursos para municípios de sua base política.

O caso é semelhante ao de Arthur Lira que não esconde de ninguém que continuará o trabalho do pai, o agora senador Benedito de Lira, que foi o parlamentar “amigo” dos prefeitos na liberação de verbas para projetos.

Apesar das negativas, existe uma tentativa política de fazer com que Arthur Lira assuma alguma secretaria de vulto no Estado e abrir vaga para o primeiro suplente Alexandre Toledo, mas tudo está no campo da especulação.

Em relação a Rosinha da Adefal, do PT do B, pode-se dizer que ela além de defender a causa dos eficientes físicos terá a chance de ocupar uma posição de liderança partidária, por ser uma das únicas representantes de sua legenda.

A presença da parlamentar já serviu para que se chamasse a atenção para a Camara Federal que não dispõe de uma estrutura que permita a deputada sequer proferir um discurso.

O industrial João Lyra volta a Camara visando apresentar projetos que beneficiem o setor produtivo no Estado, o empresário emcampou em seu primeiro mandato a bandeira do desenvolvimento e da queda de barreiras fiscais e deverá seguir o mesmo caminho nesta legislatura.

Por fim Célia Rocha assume o mandato recuperando a representação do segundo maior município do Estado, Arapiraca, além de defender os interesses da Região Agreste, Rocha deve priorizar os projetos na área de saúde.

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