Uma médica foi indiciada pela Polícia Federal na noite da última segunda-feira (15) suspeita de praticar injúria qualificada a duas dançarinas de axé durante um voo entre Lima (Peru) e São Paulo. A suspeita teve que prestar depoimento sobre o caso logo que pousou, no aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

A confusão aconteceu no voo 8067 da TAM, que afirmou, por meio de sua assessoria, ter conhecimento do caso. De acordo com a Polícia Federal, a mulher ficou incomodada com as dançarinas da banda Capital do Axé. Logo ao entrar no voo, ela reclamou das garotas, que estavam sentadas na fileira de trás do avião.

Segundo o depoimento das vítimas na PF, a médica teria feito ofensas de cunho racista e menosprezado o fato delas serem dançarinas. Após uma discussão entre os envolvidos, uma comissária de bordo colocou a mulher para sentar na parte da frente do avião, para evitar mais confusão.

Logo após a aeronave pousar, as dançarinas foram prestar queixa sobre o caso na PF do aeroporto. A delegada de plantão ouviu as vítimas e a suposta agressora e decidiu indiciar a médica pelo crime de injúria qualificada. De acordo com a assessoria da PF em São Paulo, o caso já foi para a Justiça. Nenhuma testemunha foi encontrada para prestar depoimento.

A suspeita negou a agressão verbal e afirmou que dormiu durante todo o voo. Se condenada, a médica pode pegar de um a três anos de prisão.