Prefeitos de todo o país se reúnem nesta quarta-feira (10) no Congresso Nacional para discutir a pauta de reivindicações dos municípios. Esta é a primeira mobilização dos gestores após o segundo turno das eleições.

Depois do pleito dos governadores eleitos pela revisão da Lei Kandir, gestores municipais voltam a cobrar antigas demandas, como a revisão do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), repasse de verbas da União para as prefeituras.

O presidente da CNM (Confederação Nacional de Municípios), Paulo Ziulkoski, afirmou que as prefeituras foram muito solicitadas pelos candidatos durante as eleições mas que, passado o período, ainda enfrentam dificuldades financeiras. Ziulkoski criticou ainda a falta de diálogo com os municípios diante da revisão do valor do salário mínimo.

"A União calcula o que ela vai ter de impacto nas contas da previdência e dá o aumento que acha que tem que dar. Mas não pergunta para o município como isso impacta [nas contas da prefeitura]", afirma.

Segundo ele, a proposta inicial do mínimo, de R$ 538,15, teria um impacto de R$ 700 milhões nas contas municipais. Se o valor subir para R$ 580, como desejam as centrais sindicais, o impacto seria de R$ 2 bilhões.

A Confederação Nacional dos Municípios pretende se reunir hoje com o ministro Alexandre Padilha, de Relações Institucionais, para apresentar as demandas dos prefeitos.