O deputado eleito Ronaldo do INSS (PT) entrou com uma representação no Partido dos Trabalhadores (PT) contra Judson Cabral. O motivo foi uma entrevista dada por Judson a um jornal, na qual chamava Ronaldo e Marquinhos Madeira, também eleito para a Assembleia Legislativa, de “neo-petistas”.
Ronaldo disse que as declarações de Judson criaram um “racha dentro do PT”. Ele afirmou que nunca teve nenhuma divergência com o deputado e, por esse motivo, não entendeu as afirmações publicadas na imprensa.
“Não sou um neo-petista, me filiei ao partido em 1987 e fundei o partido na cidade de Palmeira dos Índios. Fui diretor de políticas sociais da Central Única dos Trabalhadores (CUT), participei de movimentos estudantis, fiz parte do Sindprev e fui superintendente do INSS no estado por oito anos. O deputado não conhece a história do partido em Alagoas para falar o que falou. E tem mais, mesmo se fosse um neo-pestista, não há problema nisso, não há problema com o novo”, colocou Ronaldo.
O ex-superintendente do INSS em Alagoas afirmou ainda que as declarações de Judson causaram-lhe constrangimento e criaram um “mal-estar” mesmo antes de ele e Madeira assumirem suas cadeiras na ALE.
“Como será o relacionamento? Ele não pode se colocar como um santo, um puro. Eu nem assumi ainda, preciso trabalhar e aí sim, se houver algo depois, vamos discutir, questionar. Eu e o Judson nunca tivemos problemas, quando eu disse que ia apoia-lo eu servia, depois quando me lancei candidato não servia mais”, disse Ronaldo.
Presidência da ALE
Ronaldo do INSS colocou também que Judson está se lançando candidato à Assembleia Legislativa por meio da imprensa. O deputado eleito garantiu que não votará no colega para o cargo. “O meu voto ele não tem”, frisou.
“O PT agora tem três deputados na ALE e não precisamos criar esse tipo de atrito. Quero ter a oportunidade de trabalhar, pois para isso fui eleito”, finalizou.
Militância
Judson Cabral afirmou que quando referiu-se a Ronaldo do INSS e Marcos Madeira como "neo-petistas" fez alusão ao tempo de militância dos colegas dentro do PT. O parlamentar disse que, em momento algum, usou a expressão de maneira pejorativa.
"Estou no PT e falei com conhecimento de causa, porque sempre fui militante. Não há problema em ser neo-petista, em ser novo no partido. Tudo o que disse, assumo e não retiro nenhuma vírgula. Não falei em tom de agressão e não tive o interesse em fazer disso um tema de discussão. Disse que os companheiros são novos na militância", colocou Judson.
Sobre o fato de Ronaldo ter acionado o PT sobre as declarações dadas à imprensa, Judson disse que o colega tem o direito de entrar com uma representação se enteder que há motivos para isso. "Se ele fez isso é porque entendeu errado, mas o que falei está dito".
Atualizado às 16h19.