A Casa Branca sinalizou nesta quinta-feira que pode fazer um acordo com os republicanos a respeito de cortes de impostos, refletindo a derrota eleitoral do Partido Democrata nas eleições desta semana.
O presidente Barack Obama convidou os líderes de ambos os partidos para uma reunião e um jantar no próximo dia 18. Democratas e republicanos precisam chegar a um acordo sobre a prorrogação de benefícios tributários adotados pelo ex-presidente George W. Bush, pois do contrário eles expirarão no final do ano.
Os republicanos - que nesta semana ampliaram sua bancada no Senado e fizeram maioria na Câmara - querem manter esses benefícios para todos. Já Obama vinha defendendo que eles fossem preservados apenas para quem ganha até 250 mil dólares por ano.
Mas seu porta-voz, Robert Gibbs, disse a jornalistas na quinta-feira que o presidente está disposto a discutir a preservação dos cortes tributários para todas as faixas de renda. "Ele estaria aberto a ter essa discussão e aberto a escutar ambos os lados do debate."
No entanto, ressalvou Gibbs, "tornar permanentes esses cortes tributários para as faixas mais elevadas é algo que o presidente não acredita ser uma boa ideia."
"Temos de agir a fim de assegurar que as famílias de classe média não tenham uma grande elevação tributária por causa da forma como os cortes de impostos de Bush foram estruturados," disse Obama a jornalistas durante uma reunião com os principais membros do governo na Casa Branca. "É muito apropriado que ampliemos essas regras tributárias para a classe média."
Frustrados com a recuperação econômica pífia e com o desemprego elevado, o eleitorado fez com que os republicanos tirassem 60 deputados democratas da Câmara, na maior alteração das bancadas desde que os democratas avançaram sobre 75 vagas em 1948.
Oito líderes foram convidados para o evento de 8 de novembro, inclusive o deputado republicano John Boehner, possível futuro presidente da Câmara, e a democrata Nancy Pelosi, atual ocupante do cargo.