Com a sinalização da presidente eleita Dilma Rousseff de que poderá haver uma compensação para que os trabalhadores que ganham o salário mínimo não sejam apenados pelo fato de a economia brasileira ter retraído 0,2% em 2009, as centrais sindicais anunciaram para esta quinta-feira o início das pressões para uma revisão da atual fórmula de ampliação do benefício. Pela política em vigor, os reajustes do mínimo levam em conta a inflação do ano anterior acrescida do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes.
"É importante destacar que o Brasil, após as incertezas econômicas de 2009, que resultaram num PIB negativo, teve uma forte recuperação em 2010. Desta forma, a Força Sindical pleiteia uma forma de reavaliação levando-se em conta o cenário de crescimento previsto para o ano de 2010, com expectativa de um PIB de 7%", defendeu em nota nesta quarta-feira o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força.
"Isto deve ser somado à inflação do período. Destacamos que um bom reajuste terá um impacto positivo na renda de 45 milhões de trabalhadores e aposentados que recebem o piso nacional", disse ainda o sindicalista no documento.
A atual proposta de reajuste do salário mínimo no Orçamento da União prevê o valor arredondado de R$ 540.
Na rodada de negociações pela ampliação do patamar do mínimo, o primeiro a receber os sindicalistas será o relator do orçamento, senador Gim Argello (PTB-DF), às 10h desta quinta.