O primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, afirmou em declarações ao jornal britânico The Times que não acredita que o presidente sírio, Bashar al-Assad, tenha responsabilidade no assassinato de seu pai.
O ex-chefe de Governo Rafik Hariri morreu em um atentado a bomba há cinco anos, o que provocou diversas manifestações que obrigaram a Síria a retirar suas tropas do Líbano.
Na época, seu filho e seus aliados acusaram o Governo sírio de estar por trás do assassinato e de exercer uma má influência nos assuntos internos do país.
No entanto, Saad Hariri, que se tornou primeiro-ministro em 2009, destacou ao jornal britânico que não acredita "que o presidente Al-Assad tenha relação" com o atentado.
Ao ser perguntado sobre quem ele acreditava que seria o responsável pela morte de seu pai, ele declarou que é primeiro-ministro e não se dá ao luxo de fazer especulações.
Hariri mantém conversas com o presidente sírio desde dezembro em uma tentativa de "virar a página" e construir uma boa relação bilateral.
"A relação com a Síria é importante geográfica e historicamente e eu tenho que me portar como primeiro-ministro e não como Saad Hariri", destacou.
"Não acho que o sangue de Rafik Hariri deva ou vá causar divisão no país", acrescentou.
Hariri inicia nesta segunda-feira uma visita de dois dias ao Reino Unido na qual se reunirá com o primeiro-ministro, David Cameron, e com o duque de York em uma clara tentativa de estimular o investimento estrangeiro no país.
O primeiro-ministro libanês antecipou ao jornal que também pedirá a Londres que ajude na retomada do processo de paz do Oriente Médio.