Com uma abstenção – extra-oficialmente - em torno dos 50%, a pergunta que fica neste fim de votação é: até que ponto as ausências influenciam no resultado final? Muito se comenta sobre o assunto. Seja através do perfil do eleitorado ou da luta pelo voto. O fato é que até o resultado final ser divulgado, esta questão vai assombrar os candidatos Ronaldo Lessa (PDT) e Teotonio Vilela Filho (PSDB).
O Cada Minuto ouviu o cientista política Alberto Saldanha sobre o assunto. Ele conta que seria muito leviano apontar o favorecimento ou esfacelamento de alguma das partes. “Não dá para precisar algo do tipo. Muitos fatores contribuem para esta questão: perfil do eleitorado, número de eleitores, entre outros tantos”, ressaltou.
Saldanha pondera que, em tese, quem corre atrás de voto é o mais prejudicado. “Na prática, só quando as urnas abrirem é que teremos uma posição. Até então, o que temos são pesquisas. Não dá para ter uma posição concreta sobre isso”, enfocou Saldanha. A questão demonstra a preocupação que gira em torno do assunto.
De acordo com o advogado eleitoral Gustavo Ferreira, não existe a menor possibilidade de a eleição ser anulada com dois candidatos na disputa. “Havia uma discussão a respeito do assunto, caso houvesse apenas um candidato. No entanto, após a reformulação da Constituição de 1988. Mas, legalmente falando, não existe essa possibilidade: pelo menos eu desconheço”, explicou.
