Os documentários brasileiros "O Samba que Mora em Mim", de Georgia Guerra-Peixe; "Camponeses do Araguaia – A Querrilha Vista por Dentro", de Vandré Fernandes; e a ficção "Rosa Morena", de Carlos Oliveira são os três longas nacionais que estão entre os 19 finalistas que concorrem ao Troféu Bandeira Paulista da 34ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.

A creimônia de entrega dos prêmios acontece no próximo dia 4 e encerra a Mostra de São Paulo. A lista foi apresentada na manhã de sábado (30) pelos diretores do festival Leon Cakoff e Renata de Almeida, e contou também com a presença dos dois júris que avaliarão os documentários e as ficções.

Os filmes concorrentes são de diretores que fizeram no máximo dois longas, e foram escolhidos por uma votação do público. A lista final incluis produções de países como Rússia, "A Valsa das Flores", de Alyuona Semenovam e Alexander Smirnov; Venezuela, "Hermano", de Marcel Pasquin; o francês, "A Árvore", de Julie Bertucelli; e o mexicano "Abel", do ator Diego Luna.

O júri dos longas de ficção é composto pelo cineasta inglês Alan Parker (diretor de "Pink Floyd: The Wall", que é exibido na Mostra), a gaúcha Ana Luiza Azevedo ("Antes que o Mundo Acabe"), o italiano Carlo Di Carlo ("Antonioni sobre Antonioni", também em exibição na Mostra), o crítico francês Michel Ciment (cuja carreira é tema do documentário "Michel Ciment, a Arte de Partilhar Filmes", de Simone Lainé), o ator iugoslavo Miki Manojlovic ("Irina Palm"), o cineasta israelense Samuel Maoz ("Lebanon") e o diretor armênio Serge Avedikian (ganhador do prêmio de melhor curta em Cannes deste ano com "Vidas Paralelas").

Os documentários serão julgados pelo artista Felipe Tassara, o alemão Rainer Hartleb e o brasileiro Wolney Atala, ambos diretores de documentários.

Para Parker, que está no Brasil pela quarta vez, ir a festivais é estimulante. "Só assim podemos ver filme sérios, que fogem do padrão de Hollywood". Já o crítico francês Ciment, parabenizou a fórmula da Mostra que dá espaço para crítica e o público. "Essa combinacão é a força do cinema. A crítica pode defender um filme que não fez sucesso na bilheteria; e o público consegue salvar um filme de que os críticos não gostaram", explicou.

O diretor inglês acredita que a discussão com seus colegas de júri será frutífera, pois cada um dos membros têm experiências e expectativas diferentes. "O mais importante, ao julgar um filme, é ser sincero consigo mesmo. Um grande filme salta da tela, e nos toca emocional e intelectualmente", explicou.