O cientista político Alberto Saldanha não acredita que o debate, de logo mais a noite – pela TV Gazeta –, entre os candidatos ao Governo de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT) e Teotonio Vilela Filho (PSDB), será “calmo ou insosso”. Isso porque o pedetista precisa atacar o tucano para diminuir a diferença e arrebanhar os votos dos eleitores que ainda estão indecisos.
“A campanha em si, especialmente neste segundo turno, foi marcada por ataques. Os dois que ainda estão na disputa são antigos aliados, um tem munição suficiente contra o outro. Como já venho explicando, não existe mais aquela luta do bem contra o mau. E uma coisa é certa, diante da ofensiva de Lessa, o Téo deve revidar”, antecipa Saldanha.
Principalmente, quando se tem um recente indiciamento da Polícia Federal (PF), por conta de superfaturamento em obras de macro-drenagem, no Distrito Industrial. “Isso, certamente, servirá de munição para o tucano. É um fator negativo, que dependendo de como for explorado – não só no debate, mas nos dois dias que antecedem o pleito – pode influenciar nos votos dos indecisos. Já com os consolidados, não há com o que se preocupar”, esclarece o pesquisador.
Saldanha reconhece que o clima está tenso. Afinal, a tônica da campanha, de ambos, levou para isso. Mas acredita que não ultrapasse a linha do ‘parlare’. “Não acredito que as agressões passem a ser físicas. Mas se caso isso aconteça, é preciso um esquema de segurança para punir os agressores: no caso, a detenção. O clima vai estar quente, dentro e fora do prédio da emissora, assim como todos os outros debates”, explica.
Neste sentido, o professor Alberto Saldanha ressalta que a única surpresa ficará a cargo dos candidatos. “Surpreenderei-me, neste debate, se encontrar um Lessa ‘Paz e Amor’. Acredito, cegamente, que isso não irá acontecer”, conclui.
