O advogado e coordenador jurídico do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), Adriano Argolo rebateu as notícias veiculadas na imprensa, que divulgaram a sua participação na caminhada do candidato Teotonio Vilela Filho (PSDB), no último domingo (24). Ele admitiu o seu envolvimento, só que com uma ressalva: “eu não portava nenhuma bandeira do Movimento que represento”, disparou.

Argolo inicia a entrevista agradecendo a um jornal diário pelas palavras de incentivo e espaço dado à sua pessoa. “Primeiramente quero agradecer, às Organizações, pelo Movimento ‘altivo e independente’. À Gazeta por divulgar que estava na caminhada, já que estava com dificuldades de alertar todos os meus amigos, sobre quem é o meu candidato: isso tudo de forma gratuita, imagine só”, responde sarcástico.

Mas quando o assunto é o Movimento, o advogado ‘engrossa o caldo’. “Corajoso, valente, valoroso e altivo, além de independente, o MCCE se mantém, pela própria história recente no estado de Alagoas. Agora, esclarecendo, o meu voto não representa o Movimento. Eu o apóio [Téo Vilela] por ser o candidato mais ético, transparente, que trouxe uma nova mentalidade para a Segurança Pública no Estado. Sem a ingerência política que foi na gestão de Ronaldo Lessa (PDT)”, alfineta.

Quando o assunto é o pedetista, Adriano Argolo foi enfático: “para nós, ele é sim ficha suja”. Ele fundamenta o seu argumento com base no candidato ‘responder por 54 processos, além dos novos inquéritos que surgiram neste processo eleitoral – que irão se transformar em ações civis e penais’. “Ao contrário de Lessa, não tenho meus direitos políticos cassados, eu posso votar e ser votado. Eu posso continuar exercendo minha cidadania em sua plenitude. Ou a Gazeta acha que só quem pode declarar voto é presidente ou diretor de sindicato?”, alfineta o coordenador jurídico do MCCE.

Ele conta que, na realidade, a escolha política de um cidadão deve ser incentivada. “Na caminhada, eu estava exercendo o meu direito como cidadão. Não estava portando nenhuma bandeira do Movimento. Lá eu estava para apoiar o candidato mais sério e ético, o que – na minha concepção – é o melhor para Alagoas”, adianta. Agora, com relação ao posicionamento de parte da imprensa, Argolo foi mais incisivo: “policiar o exercício da atividade política, de qualquer cidadão, é um fundamento fascista. Ele não contribui para o processo eleitoral”, dispara.

O advogado cobra de um jornal diário respeito, principalmente, à preferência política de qualquer cidadão. “Neste momento eu valho de uma frase de Teotonio Vilela, o Menestrel das Alagoas: ‘me respeitem que eu sou alagoano’”, conclui Adriano Argolo.