O Partido dos Trabalhadores (PT) descartou a vinda da candidata Dilma Rousseff ou o presidente Luís Inácio ‘Lula’ da Silva, neste segundo turno, a Alagoas. De acordo com a coordenação eleitoral da comitiva estadual, Ronaldo Lessa (PDT) e Joaquim Brito (PT), viajaram na última semana à Brasília, para gravar com Lula e Dilma. A peça deve ser veiculada nesta semana.
“A ausência das duas referências nacionais do partido não está vinculada a qualquer tipo de rejeição. Trata-se de uma estratégia de campanha. Acredito que, pelo fato de Alagoas ser um pequeno colégio eleitoral, perto de estados como Minas Gerais (MG), São Paulo (SP) e Rio Grande do Sul (RS)”, declarou Marcelo Nascimento – coordenador de campanha estadual.
Ele ressalta que por o PT está em desvantagem nas regiões sul e sudeste. “Isso deve fazer com que as atenções se voltem para lá. Não há nada contra os candidatos daqui, como a oposição menciona. O fato é que Dilma sobre no Nordeste. A peça eleitoral vai deixar claro isso. Lessa e Brito tem o total apoio da ministra e do presidente”, declara Nascimento.
A questão acirra ainda mais a disputa eleitoral, depois que os tucanos voltaram suas atenções para o estado. O alvo do PSDB, em potencial – neste segundo turno -, se tornou o Nordeste. Alagoas é um estado em potencial, pelo fato do candidato José Serra (PSDB) ter vencido a candidata petista na capital, Maceió.
Os tucanos já vinham ‘mirando’ a região, através das antenas parabólicas. Antes mesmo de começar a campanha, o partido já tinha aumentado o número de inserções publicitárias de Serra – no Governo de São Paulo. Trata-se de uma forma mais eficaz do candidato entrar nas regiões mais distantes do eixo sul-sudeste: que não conhecem o trabalho do tucano.

