O ministério do Interior da França anunciou nesta segunda-feira (18) a ativação de uma "célula interministerial de crise" para garantir o abastecimento de combustível no país, afetado por greves e protestos contra a reforma da aposentadoria e com mais da metade dos trens parados.
"A célula interministerial de crise começa a funcionar às 14h (9h de Brasília) presidida pelo ministro do Interior, Brice Hortefeux", afirma um comunicado ministerial.
Os ministérios da Economia, Energia, Ecologia e Interior estarão representados na célula, que pretende coordenar as tarefas dos diferentes serviços do Estado para garantir a perenidade do abastecimento.
A estrutura terá sede no ministério do Interior.
Mais de mil postos de gasolina na França - dos 12.500 do país - estavam sem combustível ou em dificuldades nesta segunda, anunciou a União de Importadores Independentes de Petróleo (UIP), que representa os distribuidores de gasolina instalados nos hipermercados.
Dos 4.000 postos nos hipermercados, que distribuem 60% do combustível na França, há quase 1.500 sem combustível", declarou à AFP Alexandre de Benoist, diretor da UIP.
Dos 12.500 postos de gasolina na França, 4.500 ficam dentro do hipermercados Casino, Carrefour, Auchan, Cora, Leclerc e Intermarché.
Muitos motoristas encheram os tanques de seus carros nos últimos dias após as informações de uma possível falta de combustível com a greve que afeta, desde a semana passada, 12 refinarias da França como parte da mobilização social contra a reforma do sistema de aposentadoria do governo de Nicolas Sarkozy.
Trens afetados
O tráfego ferroviário seguia afetado pela suspensão de cerca de metade dos trens previstos, enquanto as refinarias continuam bloqueadas - pelo movimento de protesto contra a reforma da previdência -, ação que já provoca desabastecimento em todo o país.
Os movimentos sindicais de bloqueio das refinarias, que começaram na sexta (15), continuaram nesta segunda. Segundo as agências internacionais de notícias, o desabastecimento já atingiu a rede de distribuição, pois cerca de 1.500 postos estão sem combustível em todo o país.
O primeiro-ministro francês, François Fillon, advertiu que não aceitaria a paralisação do país com base na ação dos movimentos sindicais, e advertiu que o governo pode reabrir as refinarias, se necessário, pela força.
Enquanto isso, os ferroviários continuaram com as interrupções que obrigaram à empresa nacional de trens a suspender a metade das viagens domésticas previstas para esta segunda. As interrupções afetam também pequena parte da circulação de trens internacionais, informou a empresa.
Os transportes públicos de Paris, no entanto, funcionam com normalidade com exceção de uma linha para bairros, informam autoridades.
Enquanto isso, os ferroviários continuaram com as interrupções que obrigaram à empresa nacional de trens a suspender a metade das viagens domésticas previstas para esta segunda. As interrupções afetam também pequena parte da circulação de trens internacionais, informou a empresa.
Os transportes públicos de Paris, no entanto, funcionam com normalidade com exceção de uma linha para bairros, informam autoridades.