A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira, em cidades da Baixada Santista e da Grande São Paulo, cinco pessoas suspeitas de tráfico internacional, durante a Operação Camisa 10. Segundo a PF, ainda falta um mandado de prisão preventiva a ser cumprido - de um boliviano que fornecia a droga no seu país. Por ser estrangeiro, ele não pode ser extraditado para o Brasil, mas, caso venha para o País, poderá ser preso imediatamente.
De acordo com a polícia, os presos pertenceriam a uma quadrilha suspeita de trazer a droga da Bolívia para comercializá-la em São Paulo. Participaram da ação 70 policiais federais. Foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão.
Segundo a PF, a quadrilha atuava há pelo menos dez anos. Durante as investigações, três prisões em flagrante foram realizadas com a apreensão de cerca de 40 kg de cocaína destinados ao mercado nacional. Também foi desmantelado um laboratório dedicado à produção de crack em São Paulo.
A PF informou que as investigações terão continuidade e devem envolver ainda uma advogada suspeita de ser contratada pela quadrilha. Segundo as investigações, ela obteve documento com informações falsas, atestando que um dos traficantes seria gerente de uma padaria, o que acusa crime de falsidade ideológica, para juntar aos autos uma declaração de pedido judicial de liberdade provisória de um dos presos, o que também configuraria crime de fraude processual.