As equipes de resgate conseguiram no início da madrugada de terça para quarta-feira levar de volta à superfície dentro da cápsula de resgate Juan Llanes, o terceiro dos 33 mineiros que estão presos na mina San José, no Chile, há mais de dois meses.
Antes dele, Florencio Ávalos e Mario Sepúlveda foram resgatados. O ex-militar já disse que, devido ao acidente, planeja deixar o trabalho em minas para ser taxista.
Recebidos pela família e as autoridades chilenas, os três chegaram em aparente bom estado de saúde e de óculos escuros, para preservar a vista da luminosidade, que a mais de 600 metros de profundidade era pouca.
Após o resgate do segundo operário, um terceiro especialista, paramédico, desceu à mina San José para auxiliar os mineiros no retorno à superfície. Junto a ele há outros dois membros das equipes de resgate no interior da mina.
O tempo médio da retirada de cada operário - incluindo a descida e a subida da cápsula - tem durado cerca de 45 minutos, como o previsto.
Depois de Florencio Avalos, Mario Sepúlveda - (foto) que fez muita festa em sua chegada - e Juan Llanes, espera-se que seja retirado o boliviano Carlos Mamani Solis, que pode ser recebido pelo presidente de seu país, Evo Morales.
O líder dos mineiros, Luis Urzúa, provavelmente será o último a deixar a mina.
Técnicos envolvidos no resgate dizem que Florêncio, Mario e Juan foram os escolhidos por serem os mais fortes do grupo - logo, estariam mais capacitados para lidar com eventuais dificuldades na subida.
O resgate dos mineiros - a subida dos três durou cerca de 15 minutos - foi precedido de vários testes esta noite.
Em uma primeira descida, a cápsula teve um problema na porta, o que atrasou ainda mais os trabalhos. Corrigido o imprevisto, um especialista conseguiu chegar ao fundo da mina para preparar a subida dos operários, que serão içados um a um.
De acordo com os três especialistas que estão na mina, todos os mineiros que esperam na mina pelo resgate estão em bom estado de saúde e prontos para o retorno na cápsula.
A estimativa é de que a retirada de todos os mineiros dure de 24 a 48 horas. Florencio foi responsável na maioria das vezes por gravar as imagens de vídeo enviadas à superfície, e Mario pôde ser visto várias vezes apresentando o refúgio dos trabalhadores na mina.
A expectativa é de que o os mineiros façam o trajeto de cerca de 600 metros em média de 20 minutos e com os olhos fechados. Assim que chegarem à superfície, todos receberão óculos escuros especiais para voltar a acostumar a vista após tanto tempo num espaço de pouca iluminação.
Conforme forem sendo resgatados, os mineiros passarão por exames médicos no próprio acampamento. Depois, vão se reunir com parentes, antes de serem levados de helicóptero para um hospital na cidade de Copiapó.
