O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) admitiu, pela primeira vez, falhas na estratégia de campanha da vereadora Heloísa Helena (PSOL). Em entrevista exclusiva ao Cada Minuto, Mário Agra reconheceu que a ausência de alianças dificultou o processo eleitoral. Mas, o fato da ex-senadora não aceitar doação de pessoas jurídicas comprometeu ainda mais a sua candidatura.
“Nós lamentamos a derrota e ainda estamos refletindo sobre o caso. A estrutura que foi montada para Heloísa não foi suficiente para combater os ataques de seus adversários que usavam a máquina e o dinheiro: de fato, isso funcionou contra ela. Mas, se for para falar sobre falhas, acredito que foi a ausência de alianças. Não por nossa vontade, mas porque não foi possível”, declarou Agra.
Sobre a limitação de recursos, o candidato ao Governo de Alagoas, não culpa o diretório nacional do partido. “Não chegou recursos de lá porque não tinha. As doações que chegaram foram poucas. É uma questão particular da Heloísa, ela não aceita doação de pessoas jurídicas. Eu respeito, mas ela não muda. Até tinha gente querendo doar, mas isso não aconteceu”, explica.
A impressão, deixada por Agra, é que o partido está em processo de avaliação, para não cometer os mesmos erros desta eleição. “Nós vimos como a imprensa nacional reagiu, diante da derrota de Heloísa: com um profundo lamento. Todos, sem exceção, comentaram com pesar a sua derrota nas urnas”, concluiu.
Segundo turno
O partido ainda não decidiu qual será o seu candidato, Teotonio Vilela Filho (PSDB) ou Ronaldo Lessa (PDT), no segundo turno. Até agora, nenhum de seus adversários entraram em contato com a cúpula do partido. “Ainda não discutimos a questão, nem recebemos nenhum contato, de nenhum dos lados. Acredito que daqui para o próximo fim de semana teremos uma posição”, explicou Agra.
Ao ser questionado se a amizade da vereadora Heloísa Helena (PSOL), com o candidato pedetista, poderia ser decisiva na escolha, Agra rebateu dizendo que especulações, neste momento, são apenas opiniões pessoais. Ele acredita que só uma reunião, entre os dirigentes do partido, pode definir a questão.
“Nós vamos ouvir a posição de cada um, avaliar os prós e contras, para só depois tomar uma posição concreta. Neste processo, nós ouviremos a vereadora e discutiremos os argumentos dela. Mas, posição concreta, só no fim de semana”, conclui.


