A defesa do candidato Fernando Collor de Mello (PTB) preferiu não comentar a Ação de Investigação Judicial (AIJ) do Ministério Público Federal (MPF), contra a candidatura do ex-presidente e seu vice, Galba Novaes (PRB). A investigação foi iniciada com base na ação movida pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), contra a pesquisa e divulgação da pesquisa GAPE - a favor do candidato.
De acordo com o advogado eleitoral Fábio Ferrário, a defesa ainda não foi notificada sobre a decisão. “Eu ainda não conheço o teor da representação. É preciso tomar conhecimento, antes de fazer qualquer pronunciamento”, declarou. Por outro lado, o coordenador de campanha do candidato, Euclydes Mello, preferiu não se pronunciar – indicando que os advogados falem pela chapa.
A ação deve servir de alimentar as discussões do debate, entre os postulantes ao Palácio República dos Palmares, logo mais a noite – pela TV Gazeta. Assim, como Ronaldo Lessa (PDT) aguarda o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Collor deve sofrer o bombardeio deste pedido.
De acordo a assessoria do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o prazo para a apreciação do caso é relativo. Tudo vai depender de quando a ação será ajuizada no Tribunal. “Ao ser registrado o pedido, ele deve ser encaminhado para a distribuição e só depois para o relator. A partir daí, vai depender do relator se quer dar agilidade no caso, ou não. A eleição está em cima, resta esperar para ver se vai ser apreciado antes do pleito”, adianta a assessoria.
O GAPE
Em entrevista exclusiva ao Cada Minuto, o instituto de pesquisa afirmou que toda a documentação - provando a lisura da amostragem - está sendo levantada e deve ser encaminhada, tanto para a Justiça Eleitoral, para o público de uma forma geral. O objetivo é assegurar a legalidade do assunto, sem restar nenhuma dúvida sobre o levantamento que gerou a ação de investigação e o eventual pedido de cassação dos candidatos.
