O candidato ao Governo de Alagoas, Tony Cloves (PCB), entra com um recurso na Justiça Eleitoral para garantir a sua presença no segundo debate, entre os postulantes ao Palácio República dos Palmares, na noite desta terça-feira (28). Ele contou, em primeira mão ao Cada Minuto, que uma manobra política teria vetado a sua participação.
A Justiça deve apreciar a questão e emitir um parecer sobre o caso. Até lá, o candidato ‘sertanejo’ vive a incerteza de está fora do confronto direto com seus adversários. “Esta foi uma decisão antidemocrática.
A minha ausência vai ficar a desejar, já que a sociedade clama pela minha presença, já que sou o único candidato a questionar os reais problemas de Alagoas”, fundamenta o ‘sertanejo’. Ele acredita que o ‘veto’ não seja algo pessoal, afinal, ele não está fazendo críticas de forma dirigida a um determinado candidato.
Sobre seus três principais adversários, Cloves elucidou os principais pontos de divergência política. Ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), ele questiona a sua postura neoliberal de Estado Mínimo. A respeito de Ronaldo Lessa (PDT) diz que o candidato não tem uma política de desenvolvimento para o Estado. Já o ex-presidente Fernando Collor (PTB), se vê como um monarca.
“Por isso, nenhum dos três candidatos tem condições de administrar o Estado. Principalmente, um lugar que 70% do povo vive em estado de pobreza, 10% em estado de miséria e 45% dos eleitores são analfabetos. Eu pretendo governar para eles”, conclui Tony.
Posição da Emissora
O sistema de comunicação responsável pelo debate explicou, em seu jornal, que a ausência do candidato se dá ao fato de seu partido não ter representatividade política nacional. Com isso, a legislação eleitoral concede à empresa o direito de não convidá-lo ao encontro. Neste sentido, a ausência do candidato é plausível e legal.
