Minutos após a decisão do STF de suspender por tempo indeterminado a votação sobre a validade da Lei da Ficha Limpa nas eleições deste ano após um empate de 5x5 começaram a surgir vários questionamentos a respeito das candidaturas dos candidatos que tiveram seus registros negados com base na Lei da Ficha Limpa.
Em Alagoas vários candidatos proporcionais passam por este caso, como Alberto Sexta-Feira, João Beltrão, Neno da Lage entre outros, mas a polêmica se dá mesmo sobre a candidatura de Ronaldo Lessa ao governo do Estado.
Com o registro negado Lessa chega a reta final da campanha em igualdade de condições, de acordo com as últimas pesquisas, com seus dois principais adversários Teotônio Vilela Filho e Fernando Collor de Mello.
Mas a grande questão é saber como se comportará o eleitorado em relação a um candidato que hoje teria seus votos declarados nulos. O Cadaminuto tentou ainda na madrugada falar com diferentes juristas, mas todos disseram que esta situação é complexa e que seria necessária uma análise mais elaborada para qualquer posicionamento.
O professor de direito eleitoral e juiz federal André Granja se limitou a dizer que a situação de incerteza jurídica é clara e que na opinião dele dificilmente esta votação será definida antes do dia da eleição.
Outro jurista chegou a dizer que a situação é esdrúxula e que prejudica claramente os candidatos que se encontram nesta situação, como é o caso de Ronaldo Lessa.
A verdade é que muito provavelmente o alagoano vai as urnas no dia 03 de outubro podendo eleger um candidato ao governo com pouco mais de 30% no primeiro turno, caso Lessa não recupere seu registro em uma situação confusa e cercada de incertezas.
