Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) analisaram o DNA de peixes da Amazônia, especialmente bagre, gramutaba, piraíba e dourada. Em outra pesquisa, cientistas determinaram sequenciamento genético do mosquito transmissor da malária.

 

Veja o site do Jornal das Dez

 

Um grupo de 15 cientistas do Laboratório de Biologia Molecular do Inpa analisa há dois anos a migração de peixes no Rio Solimões e no Rio Amazonas.

 

A partir de observações, foi possível conhecer as populações de peixes da mesma família e a maneira como elas se deslocam ao longo do ano. "A gente fornece informações para se aplicar estratégias de manejo e conservação. Uma vez que temos estoques distintos, são aplicadas estratégias de manejo diferentes", explica a pesquisadora do Inpa Kyara Formiga. Com as informações, pesquisadores conseguem determinar períodos de pesca em cada país, garantindo a perpetuação das populações de bagres.


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Outra pesquisa envolve 29 laboratórios de institutos de pesquisa em todo o país. O esforço conjunto resultou na descoberta de 1.780 sequências genéticas do mosquito transmissor da malária. "O que se quer com esse projeto é diminuir sensivelmente a densidade do mosquito na região e fazer com que dados genômicos sirvam para combater o desenvolvimento de espécies de plasmodium, que são os causadores da doença. O mosquito só transmite as espécies de plasmodium no momento da picada", diz Miriam Rafael, pesquisadora do Inpa.

Com as sequências identificadas, é possivel bloquear o desenvolvimento da doença dentro do mosquito. Imune a malária, o inseto não transmitiria a doença para o homem. A imunidade é possível depois da criação de um inseticida pela indústria farmacêutica.

 

"Essas sequência vão auxiliar as pesquisas futuras no combate a esse mosquito para que ele se fortaleça de forma a não permitir o desenvolvimento natural do plasmodium no estômago da fêmea, que é a transmissora das espécies de protozoários nas pessoas no momento da picada", explica Miriam Rafael.

O próximo passo é aguardar resultados de um trabalho científico que envolve um grupo de 150 pesquisadores, distribuídos em 30 pontos na Amazônia. Eles devem recolher dados fundamentais para um vasto mapeamento genético.