Roberto Gonçalves

Uma equipe de fiscalização do Ministério Público do Trabalho e da Superintendência do Trabalho e Emprego trabalho escravo na empresa de construção civil Engenharte em Arapiraca distante de Maceió 120 quilômetros e o segundo município do Estado.
Ficou constatado no canteiro de obra pela equipe de fiscalização que 300 carteiras profissionais dos trabalhadores estavam retidas há mais de quatro meses. Apesar do tempo as carteiras não estavam assinadas pela empresa de construção civil.
Os operários ouvidos pela comissão denunciaram que a empresa não realizou exames médicos nos alojamentos não existe água potável, tampouco armários para a guarda dos pertences dos operários.
Os trabalhadores denunciaram as péssimas condições de higiene dos banheiros e que as refeições servidas são de péssima qualidade. A ação no canteiro de obra da empresa em Arapiraca que está construindo casas populares do Projeto Minha casa minha vida, do Governo Federal faz parte do programa de combate as irregularidades trabalhistas na indústria da construção civil do Ministério Público do Trabalho.
A ação em Arapiraca contou com a atuação das procuradoras do trabalho Maria Roberta Rocha, Jailda Pinto e do auditor fiscal do trabalho Luiz Francisco Ferreira. O objetivo da ação é investigar se as empresas do setor estão oferecendo aos empregados condições dignas de segurança e saúde no ambiente de trabalho.
De acordo com a procuradora Roberta Rocha, as irregularidades constatadas no canteiro de obra descumprem as exigências da norma regulamentada de numero 18 do Ministério do Trabalho e Emprego das Consolidações das Leis Trabalhistas – CLT. A construtora Engenharte foi autuada e terá que regularizar a situação dos trabalhadores o mais rápido possível.