O candidato ao governo do Estado, Ronaldo Lessa (PDT), atribuiu o crescimento de Teotonio Vilela Filho (PSDB), na pesquisa Ibope, à chegada do prefeito de Maceió – Cícero Almeida (PP) – em sua campanha. De acordo com o pedetista, a arrancada tucana não preocupa. “Assim como eles, vamos sentir o mesmo reflexo daqui a uma semana. Esta pesquisa não refletiu a chegada do presidente Lula (PT), no nosso guia”, explica.
Ele credita a peça eleitoral, veiculada no último fim de semana – que tratava a sua candidatura como ‘não oficial’ – ao fato de seu opositor saber da chegada do petista ao seu palanque. “A peça foi baixa, assim como toda a candidatura tucana, mas, aos poucos nós vamos desmoralizando-os”, adiantou.
Lessa acredita que esta postura do governador vem sendo adotada, também, fora do guia. Seja através de ações diretas ou de pressões a instituições de segurança. “A Polícia Federal cedeu e me intimou para depor em um processo de 1997, onde sequer fui citado. Não havia motivos para colocar certos ingredientes nesta eleição”, salientou.
O pedetista acredita que a convocação de outro candidato ao governo e um deputado estadual pode ser por um motivo mais atual. “Só sobre a minha que posso falar com propriedade de causa, já sobre os outros, prefiro não fazer qualquer tipo de pré-julgamento”, despista.
Com relação ao pedido do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) por agilidade para a apreciação de seu recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato foi mais enfático: “o Movimento vá procurar corruptos, porque eu não sou”, concluiu o ex-governador.