“Estamos correndo um risco sério de ter um retrocesso monumental nesse estado. A população tem que votar pelo avanço de Alagoas. Temos 20 dias para mudar esse jogo e se empenhar em construir a Alagoas dos Nossos Sonhos.” Esse foi o alerta dado por Mário Agra, candidato a governador, nesta segunda-feira, dia 13, durante sabatina realizada pelo Sindicato do Fisco do Estado de Alagoas (Sindifisco). Na ocasião, o representante do Partido Socialismo e Liberdade- PSOL para a disputa pelo Executivo Estadual falou sobre o problema do endividamento do estado e da inércia dos governos anteriores para a resolução de situações caóticas, como a saúde, segurança e a educação.


Agra iniciou a sabatina falando sobre particularidades da economia alagoana, seja no turismo, com destaque para a região norte ou ainda com a bacia leiteira, no sertão. Segundo ele, “Alagoas é um estado com uma economia complexa, mas com grande potencial, porém, faltam incentivos concretos para que a produção local se torne mais competitiva, gerando renda e recursos.”


Contudo, existe ainda um problema que clama por solução e será uma das prioridades de sua gestão, caso seja eleito: a renegociação da dívida. Para Mário, é extremamente necessário fazer um novo acordo, dessa vez “viável para o estado e não apenas para meia dúzia”, para que se possa pagar menos dos que os atuais R$ 48 milhões que são pagos. “É inconcebível que se gaste tanto com o pagamento de uma dívida que parece ser impagável”, afirmou o candidato.


Outra ação que deve ser feita, de acordo com Mário Agra, é uma auditoria nas contas do estado. Agra acredita que, com esta ação, poderá saber quem são os devedores e qual o valor desta dívida, que se especula ser o dobro da dívida passiva. “Temos que saber quem deve para poder cobrar e, com essa verba, carimbar recursos para a educação, saúde e segurança, áreas que mais precisam de investimento”, justificou.


Para finalizar, o candidato do PSOL falou sobre a irresponsabilidade dos últimos governadores, que, de acordo com ele “comprometeram a economia por mais de 30 anos, quebrando o estado e fazendo com que servidores não tivessem aumento, a agricultura ficasse sem assistência, a saúde entrasse em coma e a segurança estivesse cada vez menos estruturada para servir à população. Vocês já viram essa história e sabem quem foram os candidatos responsáveis por deixar Alagoas nessa situação.”