O diretório nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) se reúne, nesta terça-feira (14), com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – o ministro Ricardo Lewandowski – para reivindicar que os recursos dos candidatos à majoritária, de todos os estados, sejam apreciados: ainda esta semana.


A denúncia chegada ao Movimento é que estaria havendo tráfico de influências, por parte do Governo Federal, para proteger aliados do presidente Luís Inácio ‘Lula’ da Silva (PT). Entre eles, o candidato ao Governo do Estado, Ronaldo Lessa (PDT). De acordo com o coordenador-geral do MCCE, em Alagoas, Antônio Fernando dos Santos, o recurso contra o ex-governador já teria entrado em pauta e saído – a pedidos – pelo menos duas vezes.


“É um absurdo o que está acontecendo, uma manobra criminosa. É por isso que os advogados de Lessa se mudaram para Brasília. A ordem, do diretório nacional, é para que cada praça divulgue este tráfico de influência em cada estado. Isso é uma atitude desesperada, afinal, eles sabem que a realidade é uma só: tanto no TSE quanto no Supremo [Tribunal Federal (STF)]”, declarou o coordenador.


Por outro lado, a defesa do candidato se manifesta e contesta a versão do Movimento. De acordo com o advogado eleitoral Marcelo Brabo “é público e notório” que o recurso só não entrou em pauta por causa do parecer do Ministério Público Federal (MPF). “Nós estamos fazendo o nosso trabalho, embasados na Legislação. Agora, se alguém vem fazendo política são eles e não nós”, conta a defesa.


O advogado ressalta que todo o seu trabalho consiste no direito legítimo. “Eu acredito que o único ser exógeno é o Movimento. Por isso, eles tem que provar a sua legitimidade, já que a defesa vem usufruindo o exercício de seu direito plenamente”, conclui Marcelo Brabo.