HAVANA, 10 Set 2010 (AFP) -O líder cubano, Fidel Castro, disse esta sexta-feira que os ciganos expulsos da França são "vítimas" da "extrema direita" daquele país, o que qualificou de uma espécie de "holocausto racial".

"O último que se podia esperar eram as notícias da expulsão de ciganos franceses, vítimas da crueldade da extrema direita francesa, que já atinge 7.000 deles, as vítimas de outra espécie de holocausto racial", disse Fidel em mensagem lida ao apresentar a segunda parte de seu livro autobiográfico.

O ex-presidente cubano, de 84 anos, referiu-se à expulsão de 7.000 ciganos romenos da França, ordenada pelo presidente Nicolas Sarkozy, que levantou fortes protestos e condenações na Europa, inclusive críticas do Parlamento Europeu.

"É elementar o enérgico protesto dos franceses, aos quais, simultaneamente os milionários limitam o direito à aposentadoria, ao mesmo tempo em que reduzem as possibilidades de emprego", acrescentou Fidel sobre o propósito de Paris de ampliar a idade de aposentadoria de 65 para 67 anos.