O Diretório Nacional do Partido Progressista (PP) não vai se pronunciar sobre a prisão do governador do Amapá, Pedro Paulo Dias de Carvalho, sem antes ter "informações detalhadas" do diretório estadual do partido. Carvalho, integrante dos quadros do partido, foi preso na manhã desta sexta-feira pela Polícia Federal (PF), durante a Operação Mãos Limpas, que investiga desde agosto do ano passado desvios de recursos públicos na área de educação.
As informações são da assessoria do Diretório Nacional do partido. A Agência Brasil tentou contato com o diretório estadual, mas ninguém atendeu às chamadas telefônicas. Segundo a PF, o governador e mais 17 presos, entre políticos, servidores públicos e empresários, que foram presos, serão trazidos para Brasília ainda hoje.
Entre os detidos, estão o presidente do Tribunal de Contas do Estado, José Julio de Miranda Coelho, o prefeito de Macapá, Roberto Góes, o primo dele Waldez Góes (PDT), ex-governador do Estado, e a mulher de Waldez, Marília Góes, além de empresários e servidores públicos.
Alguns detidos deverão ser encaminhados à sede da PF e outros serão levados para presídios. Os envolvidos são investigados pelas supostas práticas de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa (patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração pública), ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência, formação de quadrilha, entre outros crimes.