O prefeito de Dourados (MS), Ari Artuzi, preso no dia 1º de setembro pela Polícia Federal acusado de corrupção, foi expulso do PDT. De acordo com o presidente estadual da sigla, deputado federal Dagoberto Nogueira, a decisão dissolveu também o Diretório Municipal. A Executiva Estadual do partido vai nomear uma comissão provisória para reorganizar o partido na cidade.
Segundo Nogueira, o partido já tinha alguns pedidos de expulsão de Ari. O deputado afirmou que além do ato de indisciplina, ele era acusado de infidelidade partidária.
Entenda o caso
O prefeito de Dourados, Ari Artuzi, a primeira-dama, Maria Aparecida de Freitas Artuzi, o vice-prefeito, Carlos Roberto Bernardes, o presidente da Câmara de Vereadores, Sidlei Alves da Silva (DEM), e mais 24 pessoas, incluindo outros 8 vereadores, foram presos no dia 1º de setembro pela Polícia Federal (PF). Eles são acusados de usar o dinheiro público para fins pessoais, de acordo com o TJ-MS. Segundo as investigações, o prefeito Artuzi recebia R$ 500 mil por mês.
A Polícia Federal de Dourados informou que ele cobrava entre 10% e 15% de propina por cada contrato assinado. Dos 29 presos, 11 receberam pedido de prisão preventiva. O prefeito, vice e a primeira dama fazem parte da lista.
Os outros 18 detidos foram soltos, por não fazerem parte do grupo dos principais articuladores do esquema que podem interferir na condução da operação Uragano.