O candidato Ronaldo Lessa (PDT) recebeu com muita estranheza a sua convocação para depor na Polícia Federal (PF). A ponto de acreditar que esta Ação tenha motivação política. “Não é possível. Há menos de 30 dias de um pleito, eu sou intimado para depor. Isso atrapalha demais minha campanha. Isso só pega mal para a instituição”, dispara o candidato.


Lessa falou com exclusividade diretamente de Brasília. E foi além. O ex-governador questiona como a imprensa sabe do teor da intimação e o próprio intimado não sabe. “Como a imprensa sabe o teor da oitiva se nem sequer eu fui informado. Os meus advogados estão, nesta manhã, na sede da PF para descobrir o real teor dos esclarecimentos”, explica.


Durante a entrevista, o candidato pediu para ser informado sobre o que circula na imprensa local. Ao ser informado que os depoimentos fazem parte do inquérito relativo à Operação Navalha e que ele deverá ser indiciado por crimes de peculato, formação de quadrilha e fraude em licitação ambiental, de um superfaturamento nas obras de macro-drenagens na área do Distrito Industrial, ele discordou.


“Não me compete responder por isso. Essa obra começou nos Governos de Mano [Manoel Gomes de Barros] e [Divaldo] Suruagy. Eles que deveriam ser intimados”, rebate o candidato. Ronaldo Lessa ainda não tem previsão de quando deve depor, depois de Brasília, o candidato segue para o Rio de Janeiro e aguarda um posicionamento de seus advogados.


Julgamento no TSE


Ao ser questionado se o prolongamento de sua estadia em Brasília se dá sobre a possibilidade de seu processo entrar na pauta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ronaldo Lessa confirmou e adiantou que existe a possibilidade de ser julgado nesta quinta-feira (02). “Ele já está maduro suficiente para ser julgado”, apostou.


Lessa explica que os advogados já devolveram o processo e está tudo pronto, só não se sabe quando o caso deverá ser apreciado. “Agora é esperar, seja para uma decisão monocrática ou democrática do pleno”, conclui.