Publicamente todos os candidatos dizem que não se importam tanto com as pesquisas eleitorais, mas a verdade é que principalmente o resultado do Ibope divulgado na semana passada mudou o comportamento dos três postulantes ao cargo de governador do Estado em Alagoas.

O agora líder das pesquisas Ronaldo Lessa, que terá uma semana decisiva com o seu julgamento no TSE, tem adotado uma postura mais branda, agora em vez dos ataques ao governo Téo, Lessa prega que vem sendo “perseguido pelas elites” e que “o povo já percebeu isto e o colocou em primeiro nas pesquisas”.

Os embates nos comícios e caminhadas realizadas no interior do Estado estão se dando entre Teotônio Vilela e Fernando Collor de Mello e o tema parece ser o mesmo: segurança pública.

Collor diz que é um absurdo Alagoas ser proporcionalmente o mais violento Estado e cada vez que chega a uma cidade repete os seus bordões. “Comigo bandido não se cria” e “Os bandidecos vão sentir o peso forte de minhas mãos”.

Outro fato que vem chamando a atenção na campanha é que os candidatos João Beltrão e Cicero Ferro não aparecem com tanta freqüência nas aparições de Collor

Já Téo incorporou o seu slogan de “caminho do bem” e avança cada vez mais no discurso de que equipou a polícia e que seu adversário não pode combater a pistolagem, andando ao lado de pistoleiros.

Outro aspecto a ser considerado na campanha de Téo é que os governistas passam a usar definitivamente o vice José Thomaz Nonô como uma voz contra os adversários.

Falta de propostas

Além das críticas o que vem caracterizando as campanhas, a pouco mais de 30 dias da eleição é a completa falta de propostas dos três candidatos para as diversas áreas, inclusive a segurança pública.


Não se fala em construção de hospitais ou escolas, não se fala em enxugamento da máquina ou aumento na remuneração no funcionalismo, nada sobre um plano para a criação de empregos, apenas críticas e ataques que devem se tornar ainda mais freqüentes nos próximos 30 dias.

O Cadaminuto apurou que esta semana pelo menos duas fortes denúncias serão apresentadas nos programas eleitorais gratuitos, uma delas feita no programa de um dos candidatos nanicos.

Entre denúncias, julgamentos, novas estratégias e ataques pessoais a semana que virá promete ser a mais quente da campanha até aqui.