Insurgentes usando uniformes do Exército americano atacaram neste sábado (28) a principal base da Organização do Tratado do Atlêntico Norte (Otan) e um campo militar próximo no Afeganistão. A Otan informou que não houve feridos em seu grupo e que 21 militantes foram mortos e cinco capturados.
O ministério do Interior reportou o número de mortes em 24, com cinco pessoas presas e nenhuma morte de policiais. Já o ministério da Defesa afirmou que dois policiais afegãos morreram.
Os ataques visavam às bases operacionais avançadas Chapman e Salerno. Sete agentes da CIA foram mortos por um homem-bomba dentro de Chapman em dezembro passado, o segundo pior ataque na história da agência.
O ataque, na província de Khost, leste do país, ocorreu ainda de madrugada, no momento em que os moradores estavam se preparando para a primeira reza do dia. A região é conhecida pela atividade do Talibã e de outros grupos insurgentes. Segundo a polícia afegã, 50 pessoas armadas com rifles e granadas entraram na base, mas foram contidas.
Após sairem das bases, os insurgentes se aproximaram dos escritórios do governo e os departamentos de polícia próximos, mas também não tiveram sucesso, disse o chefe da policia de Khost, Abdul Hakim Ishaqzai. "Dado o tamanho da força inimiga, isso poderia ter sido uma catástrofe grande para Khost. Com sorte conseguimos evitar."
Segundo a Otan, os insurgentes mortos eram membros da rede Haqqani, grupo com fortes ligações com a al-Qaeda e acudado de realizar frequentes ataques na fronteira com o Paquistão.
Apesar da presença de quase 150 mil soldados estrangeiros, a violência no Afeganistão está em seu pior estágio desde que o Taliban foi derrubado por forças afegãs apoiadas pelos EUA no final de 2001.
Insurgentes liderados pelo Taliban têm lançado ataques cada vez mais ousados em todo o Afeganistão em uma tentativa de derrubar o governo e forçar a retirada das tropas estrangeiras. Mais de 2.000 soldados foram mortos, a maioria norte-americanos, desde o início do conflito.