A União Europeia condenou nesta sexta-feira os estupros de mulheres no leste do Congo e pediu que o governo do país aumente seus esforços para impedir esta prática.

O estupro de pelo menos 154 civis em um ataque recente de dois grupos rebeldes a uma aldeia mostra "uma estratégia caracterizada por um método criminoso sistemático e o uso da violência sexual como arma de guerra", denunciam a alta representante da UE, Catherine Ashton, e o comissário de Ajuda Humanitária, Andris Piebalgs, em comunicado conjunto.

O incidente aconteceu entre os dias 30 de julho e 4 de agosto no povoado de Banamukira, na Província de Kivu Norte, a cerca de 30 quilômetros de uma pequena base da missão de estabilização do organismo na RDC.

O comunicado da UE acrescenta que este episódio "torna necessário acelerar" a implicação da missão da ONU no Congo "para consolidar a autoridade do Estado e a segurança na região" leste do país.

Ashton e Piebalgs ressaltaram sua "profunda indignação e consternação" com os fatos, e pediram ao governo que faça todos seus esforços para proteger a população civil e evitar a impunidade dos autores.

Os dois representantes também ressaltaram sua satisfação pela investigação dos fatos anunciada pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.