A campanha presidencial da petista Dilma Rousseff deu a ela “um dia de Lula”. Em dois diferentes eventos em São Paulo nesta segunda-feira (23), ela visitou lugares que fizeram parte da trajetória profissional e política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A candidata negou que sua liderança nas pesquisas de intenção de votos tenha instalado na campanha um clima de “já ganhou”.
Logo pela madrugada, Dilma fez um pouco do que Lula fazia quase todos os dias em sua época de sindicalista: às 5h40, ela subiu em um carro de som e tomou o microfone para discursar para trabalhadores da montadora de veículos Mercedes Benz, em São Bernardo – berço político de Lula.
Ao contrário dos discursos inflamados do então sindicalista – ora por reajuste salarial, ora pela redemocratização do Brasil –, Dilma se resumiu a “fechar um compromisso” com os trabalhadores e pedir votos para sua eleição.
A próxima agenda da candidata foi no centro de São Paulo, onde ela visitou o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) em que o presidente Lula se formou torneiro mecânico em 1963.
Ela assistiu a uma apresentação da Orquestra Filarmônica SENAI-SP, passeou pelas salas de aula e ganhou até um tabuleiro de xadrez antes de posar para uma foto ao lado do torno em que Lula se profissionalizou.
Salto alto
Depois do último evento, Dilma aproveitou a coletiva de imprensa para negar que sua campanha esteja cantando vitória antes do tempo.
- Na minha campanha não há clima de já ganhou porque quem dá o tom da campanha sou eu. [...] Dizer que minha campanha tem salto alto é mentira porque eu não uso salto alto.