A candidata ao Senado, Heloísa Helena (PSOL), tratou com desenvoltura o assédio dos adversários sobre o seu segundo voto – durante o debate na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), nesta quarta-feira (18). Ela acredita que a tarefa não é tão fácil. “Acho que eleição é algo extremamente complexo”, declara.
Ela conta que a escolha de um candidato envolve tanto uma análise objetiva, de propostas, quanto à subjetividade de um sentimento: ‘tem gente que vota com o coração ou qualquer atributo com que se identifique no candidato’, salienta. A vereadora trata que uma eleição é sempre um processo muito difícil, principalmente em Alagoas.
“Aqui, o processo eleitoral é uma máquina de moer gente, sonhos e dignidade”, dispara a candidata. Ela aproveita o gancho e vai além, pedindo que – pelo menos – neste pleito o debate seja limpo: ‘onde a história de vida de cada pessoa seja avaliada’, deseja. Heloísa Helena aposta que essa é a forma mais eficaz de se disputar um voto.
A vereadora conta que se for para se apegar no discurso, todos serão iguais. “Ninguém vai ouvir um político dizer que vai roubar ou matar. Além de não defender pontos como a Educação, Saúde e Segurança”, explica.
Ausência e presença de adversários e inimigos
Sobre a ausência de seus principais adversários, a candidata foi enfática: ‘eu só falo olhando nos olhos’. Ela conta que tem o costume de só falar sobre um adversário na presença do mesmo. “Tenho pavor de falar dos meus adversários e inimigos por trás. Já bastam os canalhas de plantão na política de Alagoas, que preferem os esgotos que freqüentam para falar mal de mim”, dispara.
Neste sentido, ela emenda que não só deixou de dar a mão a Lacerda, como também não compactuou com seu ‘cinismo’. “Ele se aproximou de mim com um ar risonho, me dando a mão e não dei. Não considero uma falta de educação, até porque a minha mãe – dona Helena – me educou muito bem”, considerou.
Heloísa Helena fundamentou sua ação no fato de não ser uma pessoa subserviente, para fazer o que classificou de ‘joguinho’. “Rizinho na frente, facada nas costas. Não tenho o que reclamar, as coisas foram como deveriam ser e agora estão no âmbito da Justiça”, declara. A candidata se refere à resposta dada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), sobre a ação de impugnação proposta por Lacerda contra a sua candidatura: com base na Lei Ficha Limpa.
“Ele foi muito inconseqüente, juridicamente. O resultado foi um processo por calúnia e difamação: sobre o uso de má-fé”, disparou. A vereadora revela que sabe distinguir bem quem é mandado e ‘os ratos mandantes que se escondem atrás de algumas pessoas’, conclui a ex-senadora.
