O Departamento de Estado dos EUA disse na segunda-feira que manterá a indicação de Larry Palmer como embaixador em Caracas, apesar de o presidente Hugo Chávez ameaçar não lhe conceder credenciais, devido a críticas proferidas contra o governo socialista venezuelano.
"Palmer ainda é o indicado para ser embaixador em Caracas", disse P.J. Crowley, porta-voz do Departamento de Estado. "Continuamos a defender junto à Venezuela que acreditamos que o sr. Palmer é o candidato correto, e que podemos melhorar nossa relação."
Chávez disse no domingo que será "impossível" Palmer assumir o cargo depois de ter declarado, durante o processo de sabatina no Senado, que os militares venezuelanos têm moral baixo, e que existem "claras relações" entre o governo de Chávez e rebeldes esquerdistas colombianos.
As declarações, em resposta por escrito de Palmer a questionamentos do senador republicano Richad Lugar, ocorrem semanas depois de Chávez romper relações com o governo da Colômbia por causa das acusações de Bogotá de que ele seria conivente com a presença de guerrilheiros no seu país.
Falando em seu programa semanal de TV, Chávez declarou que o governo Obama provavelmente teria de retirar a indicação de Palmer. Crowley disse, no entanto, que a Venezuela já aceitou a indicação e não fez qualquer menção formal de rever a medida.
"Estamos certamente esperançosos de que poderemos tranquilizar quaisquer preocupações que o governo venezuelano tenha. Mas ele ainda é nosso indicado", insistiu Crowley.
Chávez é a principal voz antiamericana da atualidade na América do Sul, o que não impede a Venezuela de ser o quinto maior fornecedor de petróleo para os EUA.
Em 2008, Chávez expulsou o embaixador norte-americano no país, Patrick Duddy, depois de acusar Washington de envolvimento com protestos violentos contra o governo aliado da Bolívia.
Duddy regressou durante um período de boa vontade, após a posse de Obama, mas as relações voltaram a se deteriorar desde então.