A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, justificou nesta segunda-feira (9) as alianças do PT com antigos desafetos do partido como fruto da experiência adquirida pela sigla desde que chegou ao governo federal.

"O PT não tinha experiência de governo e agora tem", disse a presidenciável, ao ser questionada sobre os apoios dados pelos ex-presidentes Fernando Collor (PTB-AL), José Sarney (PMDB-AP) e por Jader Barbalho (PMDB-PA) a sua candidatura ao Palácio do Planalto.

"A pergunta é outra: onde o PT acertou? O PT acertou ao perceber que é preciso governar o país com uma aliança ampla. Nós não aderimos ao pensamento de quem quer que seja", completou.

A ex-ministra da Casa Civil estreou nesta segunda-feira uma série de entrevistas realizadas pelo Jornal Nacional da Rede Globo com os presidenciáveis. Nesta terça-feira (10) será a vez de Marina Silva, do PV.

Veja como foi a entrevista:

20h52 - “Meu projeto é dar continuidade ao governo do presidente Lula. Mas não é repetir é avançar. Nós vamos chegar a uma situação mais avançada ao final de 2014″, disse a petista ao final da entrevista.

20h52 – Citando obras do governo, ao final da entrevista, a candidata se confundiu: ‘a Baixada Santista aqui no Rio…”

20h50 – “Uma das áreas em que eu mais me empenhei foi o saneamento. O Brasil investia no Brasil inteiro menos de R$ 300 milhões. Aqui no Rio de Janeiro nós investimentos no ano passado numa favela R$ 270 milhões”, afirmou.

20h49 – Sobre o cresimento do Brasil ser menor que o crescimento de países como Índia e China, a candidata afirma que o processo no Brasil foi mais difícil que nesses países, em função da dívida herdada do governo anterior. “O Brasil hoje é um dos países que mais cresce no mundo. A queda da economia russa no ano passado foi terrível”.

20h46 – Bonner pergunta a Dilma se o PT errou quando criticava Fernando Collor de Mello, Renan Calheiros, José Sarney, Jader Barbalho e outros que hoje são aliados do partido, ou se está errado agora. “Eu acho que o PT acertou quando percebeu que para governar um País com a complexidade do Brasil precisava de uma aliança ampla”, afirmou. “O PT não tinha muita experiência naquela época”, completou.

20h44 – Questionada sobre a declaração de Lula de que Dilma maltratava ministros, Dilma diz que era dura ao cobrar os ministros: ‘Às vezes é preciso ser como uma mãe’.

20h43 – Para Dilma, existe uma visão construída sobre sua pessoa que não corresponde à realidade. Disse que negocia com movimentos sociais e não compactua com violência, mas afirmou não admitir nenhuma ilegalidade.

20h42 – “Uns dizem que eu sou uma mulher forte, outros dizem que eu tenho tutor. Eu não vejo problema nenhum na minha relação com o presidente Lula, ao contrário, tenho muito orgulho”.

20h39 – Questionada se se considera preparada para governar, Dilma afirma ter experiência administrativa suficiente, citando cargos que já ocupou, como ao comandar o cargo de ministra-chefe da Casa Civil. “Então, eu me considero preparada para governar o País”.