A Assembleia Legislativa do Estado (ALE) de Alagoas retomou as atividades, nesta terça-feira (03). A sessão foi marcada pela apreciação do projeto de lei que aumenta o orçamento do Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (Lifal) e o retorno às atividades do primeiro candidato impugnado pela Lei Ficha Limpa em Alagoas: Alberto Sextafeira (PSB).
A primeira sensação, como definiu o candidato, é de cordialidade – principalmente, entre seus pares. Pouco antes de entrar na plenária, Sextafeira concedeu entrevistas, em meio a cumprimentos e incentivos dos parlamentares. “Há seis anos que estou nesta luta. O desgaste é grande”, relata o candidato impugnado.
O deputado confirma que a família vem sofrendo com o assunto. “Não desanimamos, mas o desgaste é evidente”, complementa. Ele logo encerra a conversa, sobre o pretexto que é preciso deixar a campanha de lado e se dedicar às atividades do Legislativo. “Agora é preciso apreciar a pauta que ficou pendente da sessão extraordinária” declarou o parlamentar.
A oposição cobrou explicações ao Governo, principalmente no que diz respeito aos ‘pedidos’ encaminhados pelo executivo com relação à forma de atuação do poder e o aumento da verba destinada ao Laboratório Industrial Farmacêutico de Alagoas (LIFAL). Na sessão, tomaram à frente no discurso os petistas Judson Cabral e Paulão.
Ambos se posicionaram contrários à postura do Governo. Com base no que eles apontaram sobre a falta de diálogo entre os poderes. Paulão se prendeu à possibilidade de privatização da segurança pública. “Com esta revisão do poder, o Executivo terá todos os poderes para isso”, disparou.
Já Cabral, se propôs a falar sobre a segurança pública e à “ousadia que se instala em plena luz do dia”. Neste sentido, ele cobra do Executivo uma prestação de contas da Segurança. “É preciso apresentar diretrizes para que avaliemos e possamos discutir de forma mais aprofundada do tema”, destacou.
LIFAL: ‘é preciso provar a viabilidade do Laboratório’, defende petista
Com relação ao Lifal, a oposição ainda insiste em um ‘açodamento’ do Governo do Estado com relação à pauta. De acordo com Paulão, a pauta chegou de forma extraordinária à Casa e merece todo o respeito. “Desde julho, quando ela chegou, ela veio com este aporte de R$ 3 milhões. Não tinha estado de viabilidade”, declara.
O petista relata que não se deve querer aprovar o projeto a qualquer custo. “Se a finalidade é pagar salários, equacionar as dívidas, ou algo do tipo, é preciso deixar isso bem claro. É preciso provar a viabilidade do Laboratório, para tão somente discutir o investimento”, salienta a oposição.
Por outro lado, o presidente Fernando Toledo (PSDB) defende que o investimento não estava previsto na lei orçamentária, no entanto, é contra o açodamento do caso – por parte do Governo. “Até onde eu sei, os técnicos estão aí atrás para nos informar sobre a realidade do Lifal. Acredito que chegaremos a um acordo”, concluiu.


